O Pequeno Grande Ben Kweller

Dezembro 8, 2012

Conforme recebi o e-mail da equipe da Queremos, o sentimento que tomou conta do meu corpo foi algo além da felicidade, mas uma essência de saudosismo. Ben Kweller foi um dos artistas que mais embalou as minhas dificuldades em uma época em que a informação começava a se tornar mais acessível para quem sabia procurar. E talvez por conhecer o seu trabalho  a quase mais de 10 anos, não estranhei perceber que as pessoas que se manifestaram com a minha publicação sobre o show no facebook, eram aqueles que ilustravam as filas da extinta Bunker.

Ben Kweller por La Cumbuca
Foto: 
LaCumbuca

Engraçado dizer que a imagem que eu tinha do Ben era de um cara apático e monocromático, uma livre interpretação das canções cabisbaixas que ele escreve, mas assim que entramos na arena do Imperator, pudemos nos surpreender com uma pequena mesa onde estavam sendo vendidas camisas e material de divulgação do cantor com o próprio trabalhando como vendedor. Pois é, foi uma maneira atípica de receber quem chegava para o Show. Ben não só vendia suas peças, como dava atenção com autógrafos, fotos e muitos sorrisos embalados em meias palavras erradas em português. Aquilo foi um reflexo real do maravilhoso show.

Destaque obviamente puderam ser vistos em momentos de diversão como na clássica “Sha Sha”, que fez o povo gritar junto aos dedilhares de piano, e a melancólica “Falling” que não só me fez lacrimejar como tirou as palavras do Ben, que nitidamente se emocionou com a recepção positiva do público. Talvez o grande momento do show foi quando Ben convocou para subir no palco um grupo de 20 (ou mais) fãs que estavam com seus molhos de chave…. ele queria um acompanhamento para “Until I Die”, como pode ser visto abaixo:

Inesquecível! Um show que certamente marcou a história de quem foi para assistir, tal como para quem foi para tocar.

ben tweet

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Vídeos Two Door Cinema Club no Rio de Janeiro

Fevereiro 2, 2011

Vídeo Oficial do Queremos

Vídeo Cotidiano

… preciso dizer que apareço várias vezes nos dois vídeos. Muita felicidade!


Sonho Realizado: Two Door Cinema Club

Janeiro 30, 2011

O grande dia chegou. Passei o final de semana inteiro morrendo de ansiedade, mas tudo foi mega delicioso. Minha alegria começara assim que cheguei na frente ao Circo Voador e encontrei uma série de pessoas que mal conhecia, mas que me chamavam pelo nome (resultado óbvio por espalhar aos sete cantos o meu vício pela banda). Galera super de boa, que me acompanhou nessa Ode inesquecível.

Tudo estava dentro do planejado e nem mesmo o atraso de mais de uma hora conseguiu me desanimar. O show foi simplesmente uma injeção de adrenalina que fazia efeito de overdose a cada inicio de uma nova canção. Eu me sentia integrado a cada canção, sem me preocupar em ter que pausar para respirar ou parar de pular…

Show incrível… eu que no inicio tinha esboçado um simulacro de chateação por não conseguir comprar nada (que me fizesse lembrar do show), acabei sendo premiado (por força divina) com uma baqueta arremessada pelo baterista e um reencontro com os integrantes da banda no final do Show.

Pois é, esse momento em especial terei que agradecer eternamente ao Lugs. Estava tudo muito confuso, já tinhamos perdido a oportunidade de falar direto com o Alex (Vocalista), foi quando o Lugs ergueu a sua voz e chamou pelo ruivo posicionando o meu status de “maior fan da banda”. A consequência disso você pode ver abaixo:

Toda a imagem de um frio representante de banda cool Irlandesa foi por água abaixo. Alex pareceu ser muito mais novo de idade, quase um menino espantando com a possibilidade de saber que a sua banda de garagem é tão amada por pessoas de países tão distantes como o Brasil. Minha noite acabou dentro de um taxi, delirando todos os bons momentos que tive horas antes ao lado do Lugs, Joninhas, Sam, Kev, Ben e Alex Trimble…


É dos nerds que eles gostam mais.

Janeiro 17, 2011

Sempre gosto de fazer essa pegadinha com meus amigos. Seleciono qualquer música do Hawthorne pra tocar e logo em seguida pergunto para o ouvinte como ele imaginaria o interprete da mesma. Nunca consegui escutar uma descrição que batesse, até por que a voz do Hawthorne carrega toda uma tradição soul dos anos 60… ou seja, negão estiloso!

Essa foto foi tirada por Sérgio Luis e expressa bem como foi o show do Mayer Hawthorne, única apresentação do cara aqui no Rio, realizada pelo projeto @queremos. Eu que antes já tinha certo carinho por suas músicas, acabei ficando mais apaixonado pelas melodias, ritmos e personalidade contagiante do carinha.

O show foi muito agradável, mas infelizmente só percebi a magnitude do mesmo, dias depois de ter acontecido. Escutei seu álbum ainda pouco e a cada faixa, me transportava para os momentos de magia do show… sobrou-me só agora a sensação de “quero-mais”.

Mas valeu mega a pena. I love you… Spider Man!


Queremos Two Door Cinema Club no Rio

Dezembro 20, 2010


“Euforia” seria o termo correto, mas saber que repentinamente a Two Door Cinema Club se apresentaria no Brasil foi a melhor notícia que uma pessoa poderia receber para fechar o ano. Inicialmente só existia uma possível confirmação de apresentação em Porto Alegre (no festival Mecca), mas por conta da maravilhosa iniciativa do projeto @queremos, os caras se apresentarão no Circo Voador.

Pois é, que projeto lindo! Quando poderíamos pensar que a força dos fãs geraria bons resultados!? Idéia inovadora e corajosa onde o objetivo era juntar um grupo de 280 pessoas dispostas a investir inicialmente R$200 (sem possibilidade de meia-entrada) para literalmente comprar “a vinda” do grupo para o Rio de Janeiro. Foi assim com Belle Sebastian, Vampire Weekend e Mayer Hawthorne.

O mais emocionante é que o resultado positivo dos investimentos poderiam ser acompanhados on line e no caso da Two Door Cinema Club, só foi definido faltando pouco mais de uma hora para que o projeto fosse finalizado. Quem acompanhou meus posts desesperados pelo Twitter e Orkut, sabe o quanto sofri, mas agora sou apenas alegria.

Que venha o dia 30 de Janeiro!

 


Metas para 2010: Voltando aos 90’s

Janeiro 31, 2010

Em 2007, fiz uma das jornadas mais incríveis da minha vida. Fui para Sampa com o objetivo de finalmente ver o Show da minha musa Irlandesa: Dolores O’riordan (vocalista do the Cranberries) e apesar de ter sido um dos melhores dias da minha vida, voltei da terra da garoa com um sentimento meio triste no peito causado pela quase nula divulgação o que acarretou em uma pista vazia e com poucos fãs (mas asseguro que essa não foi a principal lembrança que guardei ddeste dia).

Muito tempo se passou e para minha enorme surpresa, no final do ano passado, the Cranberries resolveu reatar os laços  no final de 2009 e o mais bizarro, fariam uma série de shows em países da américa Latina, Brasil estava nessa rota.

Logo pensei… “Será que teremos mais um show vazio?…”

Passaram-se os meses, mas a ansiedade só brotou quando eu estava na fila da entrada. Graças ao bom senso musical coletivo, eu estava completamente enganado… o Show que aconteceu na noite de 28 de Janeiro no Citibank Hall estava lotado e posso assegurar que o mesmo aconteceu nas outras três capitais por onde a banda passou!

Algumas pessoas podem se perguntar em como esse “milagre” aconteceu, mas a resposta é facil. Chegue perto de alguém e diga que acha legal o som do the Cranberries… no mínimo o seu ouvinte vai indagar que não conhece essa banda. Então, cante um trecho de Linger, Zombie ou Ode to My Family… pronto, vc vai arrancar suspiros e depoimentos tal qual “nossa, eu adoooro essa música”.

Para desmistificar uma terrível lenda urbana criada no início dos downloads da Internet… the Cranberries e Sixpence None the Richer não são a mesma banda, logo, Kiss me não pertence ao Cranberries.

😀

Quanto ao show… nem preciso falar que foi incrível.
Foto: Flávio Moraes (G1)


Maré

Junho 7, 2009

Internet é uma ferramenta terrível, mas perfeita para erros de interpretação… Hoje, me xingaram de tantos nomes, algo surreal e vindo de alguem que eu ainda vejo como amigo…

Dói, mas acho que as vezes as pessoas precisam de seu tempo… eu sou um cara cheio de defeitos, até tento os reconhecer, mas as acho que amigo que é amigo, tem que atropelar esses defeitos ou até mesmo gostar deles…

Os amigos que ainda me sobram, estão na mesma fase que eu, todos tornando-se adultos sem tempo disponível para rir, se unir e curar minha carência e saudade…

01

“E meus amigos, cadê?…”

Apesar dos pesares, tive apenas poucas horas de viradão cultural que tornaram esse final de semana incrível. Pensei não conseguir entrar no show da Adriana Calcanhotto, Quando cheguei, faltavam 2horas para o inicio e eu já estava no final do Quarterão. Mas consegui. Foi lindo… lindo, muito lindo