Dois amigos

Quinta-feira, 23 de abril, foi feriado de São Jorge aqui no Rio de Janeiro e particularmente ficou marcado na minha vida por ter sido o primeiro feriado em que eu me ofereço para trabalhar, completamente aceitável quando se leva em consideração que parte da empresa é minha. Isso é um reflexo da minha vontade em ver esse projeto dar certo.

Estou sendo sincero demais em dizer que não vi restrição alguma em estar presente naquelas tarefas diárias, mas existia um porém: naquele mesmo dia, aconteceria o aniversário da Débora (Debs), que seria um bucólico encontro entre grandes e verdadeiros amigos em um bonito pic-nic na Quinta da Boa Vista.

Agilizei o trabalho que eu tinha que fazer, por alguns instantes pensei até que seria impossível chegar a tempo, mas estar ao lado da Debs naquele momento era muito importante pra mim.

Conforme o relógio marcou 16h, havia finalizado 80% do meu trabalho, reconheço que ainda existia algumas poucas pendências, mas mesmo assim tentei analisar com meus sócios se existia a possibilidade de sair naquele momento para que eu tentasse me dedicar ao compromisso que semanas antes eu já havia me programado.

A questão é que divido minha empresa com uma pessoa muito difícil e complicada, que se incomoda com qualquer coisa que você possa imaginar. Por saber desse incomodo (ou por puro protocolo), perguntei se haveria algum problema se eu saísse mais cedo (além do mais, já era praticamente final do dia) para honrar com os compromissos….

Previsivelmente a resposta foi negativa…

“Entendo que as vezes duas cabeças pensam melhor do que uma”, mas nesse caso, o que prevaleceu foi “se eu não estou aproveitando meu feriado com lazer, por que vc deveria estar!?”. Eu não quis entrar no mérito de explicar o quanto estar com a Débora era importante pra mim, acho que naum adiantaria, …

Acabei ficando no escritório até às 20h, não fiz praticamente nada além do que já havia feito. Não fiquei com raiva, na verdade só um pouco frustrado pela Débora, mas tal evento fez com que eu percebesse como uma pessoa que se diz ser minha amiga encontra-se extremamente equivocada sobre o mesmo. Por outro lado, a cada dia que passa, valorizo mais aqueles que são meus amigos de verdade e que por sua vez, demonstram de maneira maravilhosa isso.

No dia seguinte, dei um pulo no trabalho da Debs pra entregar o presente que eu havia comprado, uma lembrancinha e um cartão, coisa bem simbólica mesmo. Posso falar que toda a frustração do dia anterior foi pro ralo depois do abraço e dos agradecimentos que essa menina me dedicou…

Hoje, penso como é engraçada esses dois tipos de amigos que uma pessoa pode ter, se é que podemos considerar assim…

“Senta aqui que hoje eu quero te falar

Não tem mistério, não

É só teu coração

Que não te deixa amar

Você precisa reagir

Não se entregar assim

Como quem nada quer

Não há mulher, irmão, que goste desta vida

Ela não quer viver as coisas por você

Me diz, cadê você ai?

E ai, não há sequer um par pra dividir…”

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