Kita

Agosto 26, 2013

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Eu olho para o céu e não entendo direito os fenômenos que ocorrem no espaço, acho que tudo é grande demais para a minha cabecinha. Acho inclusive frustrante alguns eventos que ocorrem em intervalos de anos e que as pessoas acabam criando uma enorme expectativa para poder testemunhar, seja um cometa passando, o Sol se escondendo atrás da lua ou a lua se escondendo atrás do Sol… espera-se dias, meses, anos, para que então alguns segundos de prazer sejam evocados…

E foi assim com o Kita. 5 anos que não encontrava esse cara que durante esse intervalo de tempo esfriou e renovou a nossa amizade entre muitas conversas virtuais. Madrugar e atravessar o Rio de Janeiro não pareceu ser tão sacrificante, além  disso,  o pouco tempo tempo encontrado na metade de um dia que passou como se fossem poucos minutos. Aproveitamos, conversamos, rimos e mais uma vez nos despedimos…

É covardia tentar classificar o nosso grau de amizade, ou mesmo comparar com alguns outros amigos que estão aqui ao meu lado, mas é tão triste ter que se despedir sem saber quanto tempo demoraremos para tornar nossos laços menos virtuais.

Desse reencontro aprendi que eclipses são sim especiais, mesmo que passem bem rápido!


5 anos de “Amor”

Fevereiro 3, 2013

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Como manda a tradição, época de aniversário de namoro e eu acabei me trancafiando em salas de cinema com o Lugs. As nossas escolhas para comemorar os nossos 5 anos não foram as melhores. “Os Miseráveis” e “Lincoln” são filmes que depositamos muitas fichas e acabaram sendo bem menores do que nossas expectativas, mas apesar da seleção, tivemos um dia muito prazeroso.

O outro lado da moeda foi ter visto “Amor”, que também foi um filme que acreditei muito, mas que apesar de não ter me agradado, me fez pensar em muitas coisas…

Apesar do nome, o filme fala sobre dificuldades daquela que talvez seja a fase mais difícil de um casal: O envelhecimento. Durante o filme, surge uma indagação muito bacana sobre fazer um sacrifício por amor, ou pelo simplesmente por um sentimento de gratidão. O engraçado é que cheguei a conclusão de que muitas vezes você acaba fazendo esses sacrifícios não só para ver bem a pessoa que você ama, mas também para satisfazer aquilo que tem te trago grande parte da sua felicidade atual.

Passar muitos anos ao lado de uma pessoa faz com que a cada dia você não consiga se ver longe dela e como ela começa a fazer parte da sua rotina mental.

Eu e Lugs ainda vamos crescer muito juntos, mas me sinto muito feliz com a trajetória que estamos seguindo.


…a contínua vontade de fechar as duas portas

Dezembro 27, 2012

Nos 2 últimos anos, me dediquei de maneira obsessiva à manutenção de um blog que fala da banda que eu mais tenho amado. Perdi horas de pesquisa e ganhei muitos cabelos brancos tentando fazer um espaço que respeita não só a qualidade de imagem e textos que se referem a banda, como também a valorização da inteligencia de quem ali acabava usando a mídia como uma fonte de informações organizada e atualizadas.

Por mais que durante esse tempo eu não tenha conseguido o aval oficial da banda, me esforcei muito para fazer com que pudesse valer o meu esforço de melhor blog sobre a banda… e modéstia a parte, eu consigo fazer isso.

Eu olho para o Blog Duasportas e vejo como um projeto pessoal, quase um portfólio envolvendo design e comunicação, mas infelizmente eu não tenho mais a linguagem daqueles que são em grande maioria o meu público alvo.

Eu não quero e nem posso cobrar nada de ninguém, mas as vezes fico cansado dos excessos de brincadeiras, preguiças intelectuais (e o não retorno esperado de ações de comunicação) e até uma rivalidade imbecil de uma pessoa que deveria ser uma parceira de peso (entenda que, eu acredito e acho muito válidas as concorrências diretas e indiretas, mas entendo que concorrência e rivalidade são coisas diferentes).

Cansado estou e sentindo que cada vez mais a balança que mede paciencia e amor pela a banda, começa cair para o lado negativo… cada vez mais eu penso se vale a pena ministrar um blog para pessoas que vivem em realidades tão diferentes da minha…


Um Natal sem Noel.

Dezembro 25, 2012

Depois de 6 anos, esse foi o nosso primeiro Natal sem Papai Noel. Gabriel (com 6 anos) facilmente descobriria e para não acabar com a magia, optamos por não trazer a veste vermelha e deixar de lado a tradição e acreditar apenas na boa lembrança.  Contudo, apesar do mar de perguntas estilo “saia justa” que ele fazia sobre o bom velhinho, não queríamos que a Thaís perdesse essa oportunidade. Fui para o meu quarto e liguei para eles, disfarçando a voz para entonar ainda mais a risada abafada.

Quem ficou na sala disse que Thaís e Gabriel se entregaram ao telefonema. São por essas e outras que eu amo o Natal.

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O Pequeno Grande Ben Kweller

Dezembro 8, 2012

Conforme recebi o e-mail da equipe da Queremos, o sentimento que tomou conta do meu corpo foi algo além da felicidade, mas uma essência de saudosismo. Ben Kweller foi um dos artistas que mais embalou as minhas dificuldades em uma época em que a informação começava a se tornar mais acessível para quem sabia procurar. E talvez por conhecer o seu trabalho  a quase mais de 10 anos, não estranhei perceber que as pessoas que se manifestaram com a minha publicação sobre o show no facebook, eram aqueles que ilustravam as filas da extinta Bunker.

Ben Kweller por La Cumbuca
Foto: 
LaCumbuca

Engraçado dizer que a imagem que eu tinha do Ben era de um cara apático e monocromático, uma livre interpretação das canções cabisbaixas que ele escreve, mas assim que entramos na arena do Imperator, pudemos nos surpreender com uma pequena mesa onde estavam sendo vendidas camisas e material de divulgação do cantor com o próprio trabalhando como vendedor. Pois é, foi uma maneira atípica de receber quem chegava para o Show. Ben não só vendia suas peças, como dava atenção com autógrafos, fotos e muitos sorrisos embalados em meias palavras erradas em português. Aquilo foi um reflexo real do maravilhoso show.

Destaque obviamente puderam ser vistos em momentos de diversão como na clássica “Sha Sha”, que fez o povo gritar junto aos dedilhares de piano, e a melancólica “Falling” que não só me fez lacrimejar como tirou as palavras do Ben, que nitidamente se emocionou com a recepção positiva do público. Talvez o grande momento do show foi quando Ben convocou para subir no palco um grupo de 20 (ou mais) fãs que estavam com seus molhos de chave…. ele queria um acompanhamento para “Until I Die”, como pode ser visto abaixo:

Inesquecível! Um show que certamente marcou a história de quem foi para assistir, tal como para quem foi para tocar.

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A volta do Kaiser Chiefs

Maio 30, 2011

Coincidentemente ou não, duas semanas atrás, resolvi começar a seguir o vocalista do Kaiser Chiefs no Twitter. Apesar da ação voluntária, estava achando triste acompanhar a rotina anônima do Ricky Wilson e pensei que talvez fosse verdade o fim não anunciado da banda. Contudo, hoje pela manhã, o cara twittou o suposto nome de uma nova música e no final da tarde, para surpresa de todos, havia um clipe pipocando pelo youtube.

Sensacional! Kaiser Chiefs com uma pegada mais pesada. Estou torcendo muito para que o novo álbum siga esse estilinho!


Being Human

Março 13, 2011

Eu e o lugs montamos um desafio para esse final de semana: Assistir o piloto da versão britânica e americana de Being Human. Experiência engraçada, mas serviu para que pudéssemos escolher de maneira não pessoal, a melhor versão.

Foi unânime,… a versão americana é muito mais bacana!

No início eu naum gostei muito dessa coisa de vampiro andando em plena luz do dia, mas a ambientação é bem legal, destaque para versão americana, que enfatiza uma fotografia mais sombria que a britânica. Além disso, você acaba pensando que o plot inicial é fraco: Um vampiro e um lobisomen dividindo uma casa com uma fantasma. Deixando os preconceitos de lado, acabei me permitindo entrar no universo criado por Being Human. O motivo para que os três estejam juntos acaba sendo bem plausível. Adoro o clima que se cria de “casal gay” entre o Lobsomen e o Vampiro (além do mais, são dois rapazes morando juntos – ninguém vê a fantasma).

Critérios observados para gostar mais da versão americana:

– A fantasia de lobisomem na versão britânica é digna de sítio do pica pau amarelo. Na versão americana, o lobsomen consegue causar uma impressão foda!

– Na versão britânica, a fantasma consegue tocar nas coisas e quase ser estuprada por um lobsomen (S01E03). Achei isso um absurdo, como uma fantasma pode ter medo de ser estuprada!? Enquanto na versão americana, a fantasma tem que aprender a dominar todas as suas habilidades, inclusive a capacidade de conseguir sair de casa. Com o tempo ela vai ficando sinistra.

– Ainda sobre a fantasma,… a bipolaridade dela me irrita na versão britânica! Muitas vezes ela faz pose de gasparzinho, super simpátiquinha.

– Vampiro de merda! Na versão britânica o ator não consegue passar credibilidade alguma ao papel. Na versão americana ele tem mais de 200 anos e um laço muito sinistro com o Vampiro responsável pela cidade de San Fransisco.

– Na versão britânica, os outros vampiros saum super apagados…

– A Vamputa da versão americana é muito mais sexy e divertida!…

– A versão britânica conta com 6 capítulos em sua primeira temporada, enquanto a americana tem 13, ou seja, mais tempo para se trabalhar as personagens.

– Na versão Americana, o lobisomem tem uma irmã lésbica mega fofa, que já deixa geral tenso no S01E01.

– A versão Britânica tem um ritmo meio engraçado, enquanto a americana tenta criar um clima mais sério.

– Acho muito mais reais os conflitos entre os protagonistas na versão americana.